sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Aprenda a fazer falta - Solta, entrega, confia - Deixa Deus agir no seu amor


No momento que você percebe que você já fez tudo que podia ter feito, já conversou, já explicou, já até cobrou. Quando você percebe que seu investimento virou insistência. Que tudo que você se mostra ser para outra pessoa não tem importância para ela..
 ... tá na hora de sair de cena. 

Às vezes, para alguma coisa funcionar precisamos parar de agir, ficar quieto e esperar pra ver se o que foi plantado vai florescer ou não.  Neste caso, em relacionamentos, nessa hora, é preciso sumir, parar de ligar, de mandar mensagens, de seguir na internet ou fisicamente. Não é fácil e não é de uma hora pra outra que o coração vai se convencer que algo de repente não tem futuro, mas é preciso controlar os impulsos. Não é fácil, mas é necessário neste momento. 
Nesse tempo que você vai dar, observe se a pessoa sabe onde te encontrar e não se importa, se ela conheceu muitas de suas qualidades e virtudes e não valoriza. Dá um tempo de ouvir tantos nãos, que já te cansaram o espírito. Dá um tempo de ver o quanto ela já se habituou à sua presença e não tem mais aquele sorriso quando te encontra. Perceba se ela de verdade pouco se relacionou com você. Perceba se ela é alguém que sempre te passou dúvidas e nunca te teve com certeza. Que na verdade nunca andou junto. Veja se ela já esqueceu como é boa a sua companhia e escolheu viver sem ela. 

Você precisa aprender a fazer falta. 

É bastante arriscado, eu sei, mas você precisa saber se está vivendo ou não uma ilusão, e se tiver, precisa ter a coragem de se livrar dela. A vida é muito mais do que dita as nossas ilusões. Pessoas maravilhosas estão aí espalhadas pelo mundo procurando alguém exatamente igual a você. Precisamos ter coragem para não sofrer, porque sofre menos quem encara a realidade e anda sempre pra frente e pra cima. A vida acontece e estamos teimando em querer alguém que já se foi. Porque enquanto a gente ta ligado nas páginas sociais da pessoa, observando se ela saiu ou está em casa, se está online no whatsapp, a vida está acontecendo e muita coisa interessante está sendo deixada pra trás.

Sai de cena. Some. 

Enquanto isso, invista em você. Mude o visual, os hábitos, saia com os amigos, viaje sozinho, faça um curso novo, se apegue a Deus e busque conhecê-lo, encher-se Dele. Leia novos livros, veja filmes que não era habitual ver. Se tiver se comportado com insegurança, chatice, inconveniência, obsessão, se livre desses aspectos. A gente sempre tem que buscar a segurança e a autoestima. O amor próprio é fundamental para um bom relacionamento com as pessoas.

Se essa pessoa estiver realmente na sua, se foi apenas uma fase de desgaste, um momento seu de autodesvalorização, uma pausa para que tudo se reestabelecesse, você saberá, ela te buscará, os sentimentos dela e os seus se consolidarão no caminho real que precisa ser vivido. Se nada acontecer, se ela não te procurar mais, saiba que foi o melhor que poderia ter acontecido, pois não existia nada do que você imaginava que existia. 
Você entende?

Se por acaso for uma ilusão o que está vivendo, tem uma história que pode retratar bem esse momento difícil. 


Tinha um urso que andava pela floresta com muita fome, era época de escassez. De repente começou a sentir um cheiro muito bom de comida. Chegando a um acampamento vazio, percebeu que tinha uma imensa panela numa fogueira ardente. Pegou a panela quente e abraçada a ela, enfiava a cabeça dentro e começou a devorar a comida no seu interior. Percebeu que algo lhe trazia imensa dor, eram suas patas, seu peito e onde mais a panela encostava estava sendo queimados pelo calor. O urso nunca tinha experimentado aquela sensação, então interpretou que aquelas dores eram algo que queria lhe tirar a comida, então, começou a urrar muito alto e quanto mais dor ele sentia, mais apertava a panela. E quanto mais doía, quanto mais urrava, mais ele segurava. Quando os caçadores chegaram, encontraram o urso encostado numa árvore perto da fogueira. As queimaduras foram tantas que fizeram a panela grudar no seu corpo, que mesmo morto, tinha a expressão de estar rugindo.

Assim fazemos nós quando consideramos algo importante. Abraçamos com toda força apesar de nos trazer dor e morte. Por isso, para ser feliz, é preciso ter coragem. 
Então... vamos ter a coragem que o urso não teve? Bora soltar a panela?

Jean Charlles



sábado, 17 de junho de 2017

Vida imediata e vida maior



Nossa vida maior pode ser comparada a uma ida da sua casa à padaria, a pé.
Nossa vida imediata são os nossos pés.
Você pode ir descalço, tênis ou sandália; pisar em pedras, buracos, poças de lama, chutar uma pedra. Pode até se ferir, vai dar um tapinha ou uma passada de mão, mas vai seguir caminho. Sem nem ficar consciente das suas pisadas; alusivamente, não olhando para as circunstâncias. Porque, para você, isso não importa; você só quer ir, comprar o seu pão, trazer para casa e comer com a família.
É assim a nossa vida.
Para quem crê só nessa vida tangível e imediata diante dos nossos olhos, vai ser como aquele que anda olhando para os pés, para as poças, pedras e obstáculos. Para quem sabe que há uma vida maior, isso pouco importa, ele vive em outro nível de consciência, onde as gravidades desse mundo nada é diante da grandeza da vida...

Jean Charlles

Vontade de Deus X Minha Vontade


                A "Nova Era" é o conjunto de conhecimentos que compõem a espiritualidade do novo milênio, e cresce a cada dia em todas as culturas do mundo. Ela coloca o homem no centro e, de certa forma, tira Deus da equação, laborando contra tudo que vem da Espiritualidade "tradicional" e religiões. Se apresentam como novas descobertas, novas doutrinas, novos conceitos, novas revelações, suprindo a necessidade humana de controlar e entender todas as coisas e trazendo respiros fugazes; mas também revelando nosso grande poder de realização. Nos traz várias informações e métodos de como podemos usar o nosso poder pessoal para realizar tudo o que quisermos. 
                     Eu mesmo, por muito tempo, entrei de cabeça nesses sistemas de crenças e construções metafísicas para que tudo que eu queria fizesse parte da minha existência. Tenho filmes como “Quem somos nós”, “O Segredo”, livros de neurolinguística e coisas afins, que nos ensinam como manipular e criar a vida como queremos. São coisas muito interessantes e verdadeiras, a abertura de um mundo novo existente dentro do campo mental e energético de cada um de nós. Tive sucesso em muitas investidas, em outras tantas, não.
                Mas nós cristãos sabemos que existe a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em nossas vidas, e ela é muito melhor do que podemos querer ou imaginar, então aqui entramos num impasse.
                A Natureza é feita de leis, Deus as constituiu, então, tudo que se planta, se colhe. Se você quer determinada coisa ou situação, seguindo um método de construção mental, física e até espiritual, você invariavelmente realizará.
                Quando queremos algo e determinamos que teremos aquilo, vamos em busca da realização sem se importar se é ou não da vontade de Deus. Em algumas ocasiões, coincide que a nossa vontade e a vontade de Deus sejam a mesma, mas na grande maioria das vezes, não é. Então sofremos.
                Sofremos porque mesmo tendo aquilo que sonhamos tanto, não nos sentimos completos e satisfeitos. Ou então porque simplesmente não conseguimos realizar como queremos ou planejamos. E por que, cristão?
                Simples. Nós oramos para que seja feita a vontade de Deus em nossas vidas e ao mesmo tempo clamamos e lutamos ardentemente para que seja feita a nossa vontade. Então o que acontece? Nada. Nem a nossa vontade, nem a vontade de Deus, porque não há foco, não há um trabalho contínuo em uma só direção, não há caminho reto e constante.
                As igrejas e o Evangelho que está sendo pregado, não raras vezes, estão cheios de conceitos da Nova Era, cheio de receitas de domínio da própria vida através das nossas próprias convicções limitadas e materialistas.
                Quando se entrega a vida a Deus e diz “Que seja feita a sua vontade” a entrega tem que ser completa, não podemos tratar a Deus como um copiloto que a gente entrega a direção um pouco, pega de volta, dá ordens e ainda coloca culpa se algo sai errado. Entrega é entrega.
                Então, penso que temos que escolher, qual vontade queremos que sobressaia em nossas vidas? Nós temos vontades muito legais, mas nem sempre são boas  ou nos fazem felizes, e sabemos que a vontade de Deus supera todas as expectativas.
                O que falta então para decidir? Coragem. Fé para entregar o comando nas mãos de Deus, ir seguindo a vida que se apresenta e a se quer também, fazendo o que está ao nosso alcance, criando situações para nos realizar, mas com a paz de que, se não der certo como queremos, é porque foi melhor assim, e sem a ansiedade angustiosa de querer ser o super homem ou a super mulher da realização pessoal vivendo aflições desnecessárias. Se mantermos a comunhão em Deus sempre, viveremos o melhor.
                Então, eu escolho...
Que seja feita a Tua vontade, assim na Terra como nos Céus...
Jean Charlles

Um país de saqueadores?




Esse CAOS no ESPÍRITO SANTO só confirma a triste verdade que vivemos num país de salteadores. Claro que muito brasileiro abomina esse tipo de coisa, mas o "se dar bem" inserido no DNA brasileiro preocupa. Não importa o nível social não, só não se rouba se tiver alguém de olho, se não tiver, rouba mesmo. Um país de ladrões e saqueadores. Basta a polícia não ir pra rua, deu mole, perdeu. São pessoas ditas comuns, as mesmas que saqueiam caminhões tombados.

De onde vem isso?

Nós já nascemos assim, a colonização já foi assim, e fomos desenvolvendo isso até então. O império foi assim, o Brasil colônia foi assim, o início da república foi assim e continua assim. Daí ficamos chocados quando os políticos agem assim, ora, os políticos são eleitos pela população que saqueia.

Isso é muito infeliz, quando um país perde todo o caráter, onde o cidadão só não assalta por medo. Um país assim não tem futuro, saqueia a si próprio. Não há sentimento nenhum de humanidade, só de se dar bem em detrimento de seus próprios irmãos de comunidade.

Você que se acha esperto, malandrinho, saiba que você é um bandido, nada menos que isso.

Que o Senhor tenha misericórdia e nos salve dessa perversidade, em favor de nossos filhos, de nossa descendência, dos habitantes do futuro.

Jean Charlles

Uma reflexão sobre a honestidade




Basta apenas ligarmos a televisão para que, em alguns minutos, em qualquer telejornal, acompanhemos mais um caso de corrupção. Desvio de verbas, acordos ilícitos, venda de interesses, lavagem de dinheiro, abuso de poder, tráfico de influências, contrabando, improbidades diversas. Um verdadeiro espetáculo de horrores que mostra as várias maneiras de “se dar bem” num país onde o “jeitinho brasileiro” é motivo de orgulho para muitos e a honestidade torna-se cada vez mais uma grande e rara virtude. Mas onde começa isso tudo?

Criamos rodinhas nas filas de bancos, nos ônibus, nas lanchonetes, e nos tornamos verdadeiros juizes. Aplicamos penas, falamos mal e nos revoltamos. Mas e nós, somos realmente honestos?

Corromper-se não diz respeito apenas a casos de favorecimento ilegal de alta escala ou que envolva muito dinheiro; muitas vezes, pequenas vantagens também corrompem os que se dizem acima do bem e do mal.

Por acaso você devolve o troco a mais que o caixa do supermercado passou num momento de distração? Você não leva pra casa e nem usa material público para fins pessoais da repartição em que trabalha? Não compra objetos roubados, piratas ou contrabandeados? Não tira carteira de estudante sem ser estudante? Não passa na frente numa fila porque tem um conhecido? Não compra ingressos mais baratos de cambistas? Não anda pelo acostamento num trânsito engarrafado? Não pega atestado médico sem estar doente para não trabalhar? Não faz gato de luz, água, TV a cabo? Não superfatura uma nota fiscal quando vai ser reembolsado? Não diminui a idade do filho para não pagar entrada, passagem ou hospedagem? Não suborna em ocasião nenhuma? Não registra bens com valor inferior para pagar menos impostos? Não fala pro seu filho: “- Faça isto que eu te dou aquilo”? Você avisa pro garçom que faltou um refrigerante que ele não contabilizou?

Essas e outras atitudes não parecem comuns do cidadão que acha que corrupção só existe na TV.

Temos que estar sempre atentos para que o crime e a injustiça não se estabeleçam em nossa sociedade, mas primeiramente temos que ser fiscais de nós mesmos e lembrarmos da máxima do Cristo: “Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão”.






Jean Charlles

Pecado e vícios morais



Dizem que há uma receita simples para se cozinhar um sapo. Coloque-o em um pouco de água fria numa panela grande. Acenda o fogo e deixe esquentar devagar. Se colocar o sapo diretamente na água quente, ele pulará e sairá da panela; mas se a água for esquentando devagar, ele não vai perceber e acabará cozido. Claro, você não vai fazer isso, só citei essa receita aqui pra falar sobre um assunto que não parece, mas é sério.

O pecado e os vícios morais se tornam uma constante como a água na panela. No início parece estar tudo bem, que se tem um prazer inofensivo, uma fuga, um escape, e persistimos no comportamento que de maneira imperceptível vai se tornando um hábito.

Um choque de 220 volts pode levar à morte. Mas não só um grande choque pode ser fatal, mas uma pequena carga de energia pode levar à paralisação dos músculos, o sujeito não conseguirá se livrar com facilidade, e uma fração de segundo a mais pode paralisar o músculo do coração.
O eletricista amador corre muito risco por não saber ao certo os perigos da eletricidade. Ele sabe que um choque é ruim, mas ele sempre acha que pode se livrar do fio.

Com o pecado e os vícios morais não é diferente. As pessoas se atrapalham com eles por não saberem o poder paralisante que eles trazem para a alma. Quando se dão conta, percebem o tanto que os atos e hábitos viciosos e pecaminosos as prejudicam, até desejam abandoná-los, mas não conseguem se livrar do seu nocauteante poder de atração.

A melhor maneira de se livrar do pecado e dos vícios morais é cortando-o de uma vez e completamente. A abstinência vai fazer tremer e sofrer por uma semana, um mês, um ano, mas a libertação virá, e junto com ela a satisfação do autocontrole e a felicidade da vitória.

Mas tudo isso começa com uma decisão, esse é o primeiro passo. Decisão vem do latim decidere, que significa cortar, escolher um caminho com a eliminação de todos os outros. Depois disso, o segundo passo, é a oração. Peça a Deus que lhe conceda a graça e a sabedoria necessárias para morrer para aquilo de uma vez por todas. O terceiro passo é não mais fazê-lo. Não ir lá onde estava acostumado, não assistir filmes ou qualquer coisa que te leve ao pecado, mudar os hábitos colocando novos no lugar dos velhos. Com essa determinação, as coisas mudarão com certeza. Nada que adquirimos durante a vida é mais forte que nós mesmos e que o nosso criador. Nosso cérebro é plástico, nossas sinapses são reconectáveis e nossos hábitos são substituíveis.

Falo por experiência própria, me livrei de alguns, estou em processo de me livrar de outros. No mundo de maldades, enganos e ilusões em que vivemos essa é uma decisão quase impossível, e isso não quer dizer que seremos seres livres de todas essas fraquezas; mas uma coisa é errar, pecar, isso sempre vai acontecer; outra coisa bem diferente é viver deliberadamente em pecado, em erro.

E isso é um processo extremamente individual, deve ser feito com você, para você. Cada um sabe onde o seu calo aperta e cada um tem seu espinho na carne. Não caia na perversidade de querer mudar pecados e julgar outra pessoa que não seja você mesmo. Essa é uma busca pessoal e que deve ser feita para nossa própria felicidade.

Lembremos-nos das palavras de Paulo: “Não se deixe enganar... o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição.” Gálatas 6:7,8.

Jean Charlles

O propósito da vida



Todos nós temos um propósito na vida.


Você tem um talento singular, ou mais de um, e uma forma única de expressá-lo.

Geralmente nós sentimos qual é esse nosso talento, mas o sufocamos por não achar conveniente expô-lo. Por não dar dinheiro, não ser grandioso ou não ser comum no meio que vivemos.

Mas se, por acaso, você ainda não sabe qual é o seu, precisa descobrir.

E não é tão difícil.

A primeira pergunta que você deve se fazer é a seguinte: Quando o dinheiro não é problema e eu tenho todo o tempo do mundo, o que faria? Quando você está fazendo essa coisa, entra em estado de graça, não vê o tempo passar. Talvez a brincadeira que você mais gostava quando criança pode dar uma dica.

Se a resposta for o que está fazendo agora, você já vive seu propósito.

Outra coisa importante, e que dá plenitude ao seu propósito da vida, é que é algo que deve servir à humanidade. Quando você estiver fazendo essa coisa e servindo à humanidade com ela, você experimentará um delicioso estado de consciência.

Quando não vivemos nosso propósito de vida, sentimos um vazio impreenchível, uma impressão de falta, um estado crônico de depressão. Deitamos para dormir sem aquela feliz sensação de dever cumprido.

Descubra-se, busque o seu interior, a sua alma. Isso pode ser conseguido com práticas espirituais.

Descubra esse algo que lhe dá um prazer superior.

Descubra como pode, com esse talento único, servir às pessoas. Pergunte-se: como posso ajudar com isso?

Quando você descobrir essas três coisinhas, experimentará uma alegria e abundância ilimitadas.


Experimente!


Jean Charlles

A escuridão do Iluminado



Um inimigo inteligente e experiente aprendeu a melhor maneira de destruir um ser nascido para o sucesso. Ele o rodeia porque sabe do seu potencial.
A sua primeira estratégia é confundir o ser maravilhoso, para que este não se atine para o próprio brilho que emana.
O inimigo é sagaz, sabe que não conseguirá esconder por muito tempo a luz do Iluminado, então inicia uma série de experiências na tentativa de descobrir como destruir por completo aquela vida, antes que ela comece a desabrochar.
Depois de inúmeras tentativas e observações, ele percebe uma pontinha de fraqueza naquele ser, e começa a investir naquele ponto.
O Ser não percebe de pronto que está sendo atacado, mas sente que seu vigor não é o mesmo e logo compreende que está perdendo força. Então ele fixa sua atenção naquela fatalidade em sua vida e toda a sua alma se volta para aquele problema. Condensa suas energias na tentativa de vencer o mal que lhe sobrepõe, mas percebe que é inútil. Aquela brecha em sua vida parece sugar toda a sua energia.
O Ser antes iluminado se vê entenebrecido. O seu mundo perde o colorido, ele não vê outra saída que não aceitar que perdeu. Busca a piedade do seu inimigo invisível, mas este se ri dele e inicia a segunda etapa do plano: cegar o Iluminado até que a morte alcance a sua vida e o mesmo pereça antes de brilhar. O inimigo faz o Iluminado olhar intensamente para o seu problema e vê-lo cada vez maior.
O Ser então se fecha e se esconde. Toca na própria ferida e lamenta a sua sorte. Fecha a face e se faz infeliz, como quem clama por misericórdia. Como quem pede socorro, tenta refrescar a sua alma como um mendigo pedindo pão. Então o tempo começa a correr e o inimigo passa a comemorar. Essa será mais uma vitória alcançada? Parece que sim! O Ser tenta reagir, mas não acredita na cura. Olha para os lados, mas não enxerga a saída.
O Ser tão iluminado que é não percebe a sua luz. Olha para si mesmo e enxerga um fracassado. A sua alma se vê desiludida, desenganada. Então vem o tempo e enfim leva o Ser, como leva tudo um dia. Acabou! O inimigo é de fato muito inteligente. Bastou ressaltar a fraqueza do Iluminado para que este se auto subjugasse inferior e assim não desse início à sua caminhada, deixando apenas a existência carregá-lo para a morte.
Fato é que só foi tocado num pontinho, mas foi levado a acreditar que aquele ponto era tudo. Aquele pontinho de fato existia, mas todo o restante era luz. Como o Iluminado se deixou levar tão facilmente por aquela questão? Como pôde ser tão cego de si mesmo?
Que fatalidade, não? Mas é isso mesmo, assim aconteceu com este Iluminado, e acontece todos os dias com muitos Iluminados. Pessoas cheias de potencial, cheias de energia, que de repente não aceitam mais serem vistas como luz só porque em determinado momento de sua vida as trevas as alcançaram.
Ora, as trevas sempre alcançaram a luz, mas jamais prevaleceram sobre ela. Onde entra a luz, as trevas perdem o espaço. Mas para que isso aconteça a luz precisa se impor. Precisa decidir brilhar. Necessita saber que é luz e não ficar esperando que uma outra luz se faça presente. Afinal, qual proveito há em acender um sol ao lado de outro sol?
Essa é a maneira que o inimigo encontrou para destruir um Iluminado: fazê-lo crer que não o era, haja vista que tem um problema, que tem uma falha. Como um Iluminado teria uma falha? Logo não é Iluminado. Na verdade, ele sabia que era luz, mas perdeu tanto tempo dando atenção à sua fraqueza que se esqueceu de brilhar. Então o tempo passou e lhe tirou a vez.
Iluminados! Prestem atenção: um espinho na carne traz de fato uma dor, mas se essa dor está dentro do seu limite de suportabilidade, então faça com ela apenas o necessário, suporte-a. No mais, se permita viver sem dar tanta importância para a dor. Assim, você terá o prazer de enxergar o brilho da sua própria luz, porque esse brilho é inevitável, sempre existiu e existirá em toda a sua jornada.
A vitória do inimigo não esteve em evitar a luz do Iluminado, porque esta façanha não é possível, mas foi destruir a visão para que este se prendesse em acreditar ser um fracassado e perdesse a chance de se guiar com a própria luz que emana.
Argumento de Patrícia Lima Ferreira
Jean Charlles

A dinâmica dos vícios


Andei pensando sobre os vícios. Todos.

Percebi que os vícios são coisas bem sem sentido. Vamos começar pelos vícios mais comuns. A bebida e o cigarro.


O Fulaninho acende um cigarro, o primeiro da sua vida. Ele tosse, sente ânsia de vômito. O corpo recusa, repele aquilo. Mas ele insiste, e com o tempo, o corpo e a mente passam a pedir aquela substância dispensável.


A Sicraninha abre a sua primeira cerveja. Ele toma e acha o gosto amargo e a sensação do álcool desagradável. Mas todas as suas amigas bebem e dizem pra ela que a vida é ótima depois de uma "cerva". Ela acredita, insiste, insiste mais alguns meses e, de repente, ela tá gostando, achando bom demais.


O Beltraninho vê seus amigos tomarem whisky, vodka ou qualquer outra bebida destilada. Ele se sente fora da turma. Pega seu copo e pede uma dose. Toma já sabendo que não vai gostar apenas por sentir o cheiro da bebida. Toma. Acha a pior coisa do mundo. Sua língua adormece e seu esôfago queima. Ele odeia, mas finge gostar. Quando os amigos não estão por perto, ele toma dentro de casa a bebida dos seus pais, para se acostumar e beber com mais segurança na próxima balada.


Bom, alguns meses depois, nossos personagens estão viciados. A partir daí, tudo é motivo para beber: alegria, tristeza ou neutralidade. Ainda não sabem que é um problema que vão levar para a vida toda. Com algumas poucas exceções, alguém não vai se viciar.


É por isso que é sempre perigoso experimentar qualquer tipo de entorpecente, afinal, não conhecemos nossas tendências. A mesma dinâmica acontece com a maconha, cocaína, heroína, crack e todo e qualquer narcótico e suas variáveis. Existe coisa mais sem sentido? Você cria uma necessidade que antes não tinha, passa a ter, e o seu prazer é satisfazer a necessidade criada. O cigarro, por exemplo, cria uma ansiedade e nervosismo que só é tranquilizado após algumas tragadas. Aí a pessoa diz que quando para de fumar, fica nervosa, mas esse nervoso é a dependência física.


Existem aqueles vícios que se originam das nossas necessidades. Por exemplo, precisamos de sexo para o equilíbrio energético, psicológico e afetivo. Mas ninguém precisa fazer sexo dez vezes por dia com cinco pessoas diferentes. A dinâmica do vício aqui é tentar tapar uma carência qualquer com a eternização do prazer sexual. Ilusão. É um saco sem fundo. Neste caso, o sexo perde totalmente sua característica de equilíbrio e torna-se, ao contrário, uma tortura.


E nessa linha podemos citar os vícios de falar mal dos outros, de criar confusões ao nosso redor, de guardar coisas velhas e sem serventia. O vício de pensar negativamente, de comprar, de juntar bens materiais, de vitimizar-se, de fazer chantagem emocional ou manipular as pessoas. O vício de comer, dormir ou ver TV.


O vício é comum entre as pessoas, mas não é normal. O vício, seja qual for, é a principal causa de infelicidade do ser humano. Mortes prematuras, suicídios, doenças, loucura, perdas materiais e afetivas.


Os vícios permeam no campo mental e nas ligações químicas do nosso corpo. Nos explica Joseph Dispenza - quiroprático e doutor em química pela universidade Rutgers de New Brunswick em New Jersey - que as células do viciado se acostumam ao bombardeio cotidiano de certos comportamentos, fazendo com que, ao se dividirem, produzam células irmãs ou filhas, e, nessas novas células, vão haver mais receptores para esses peptídios neurais e menos receptores para as funções naturais da célula como descartar toxinas ou absorver vitaminas.


O vício em qualquer comportamento cria redes neurais e torna-se confortável viver daquela maneira. Pois a mudança exige que haja a criação de outras conexões e isso causa um grande desconforto, uma abstinência química, nos levando a um momento de caos. Passando esse momento crítico, somos apresentados ao verdadeiro conforto e felicidade e nos tornamos senhores de nós mesmos. Mas muitos desistem nesse momento de caos, pois é muito dolorido ver seus antigos conceitos se desmoronando e seus modelos quebrados, é muito sofrido o momento em que o cérebro está se religando, se reconectando e nos transformando.


Você já parou pra pensar porque você tem vícios? Você não tem nada melhor para se apegar talvez porque ninguém tenha te ensinado a ter nada melhor. Daí você se vicia em ilusões com o intuito de não encarar a realidade. Mas isso, mais cedo ou mais tarde terá que acontecer. Se você passar a vida escravizado pelos vícios, poderá até ter uma vida morna, saindo dessa vida sem saber o que é crescimento e felicidade.

A glamourização dos vícios tem levado muita gente ao sofrimento. As propagandas estimulam, os pais negligenciam, o imediato da vida material reforça. Falo sobre vícios por experiência. Me livrei de vícios que nunca imaginei ser capaz e estou ainda em processo de libertação de alguns outros. Posso dizer, depois de tudo, que até que não é tão difícil, apesar de sentir em determinados momentos, que era impossível. Quando se quer realmente, a libertação dos vícios é relativamente fácil. O problema é que tão poucas pessoas querem realmente mudar e se aprazem nos vícios.


Faça valer a sua vida. Seja senhor de si e não seja escravo de nada. Você foi criado para a liberdade. O equilíbrio com as verdadeiras necessidades nos torna leves e harmônicos.


Seja feliz e se apegue realmente ao que faz sentido e é realmente bom e prazeroso. Não se entregue às ilusões do mundo. Seja livre! I want to break free, I want to breaaaak freee...


Jean Charlles

Solidão



Há tempos venho reparando em como a solidão tornou-se companheira de tanta gente. A solidão passou a ser um sentimento que independe das pessoas. Sentimos solidão rodeados de gente. O que será que está acontecendo?

Pessoas vão para baladas sozinhas e voltam sozinhas. Bebidas, danças frenéticas, parceria para beijos e sexo não afugentam a solidão, e muitas vezes, até a reforçam. Nossas casas estão mais confortáveis, nossos carros mais velozes e nossa vida mais vazia. Nossos corpos estão sarados, nossas roupas extravagantes e nosso coração está gelado.

É certo que somos sós, seres independentes. Nascemos sós e morremos sós. Mas isso quer dizer individualidade e não solidão. O sentimento de solidão é o que dói, o que nos enfraquece diante da vida.

Perdemo-nos nas atrações da modernidade e do materialismo e nos esquecemos da diversão, de passar bons momentos com quem amamos, de dizer que ama, de abraçar, de ficar juntinho conversando. Tudo parece que tem que ser sexual, que tem que ser rápido que amanhã já tem outras pessoas. E quanto mais a gente busca se livrar da solidão, mais ela nos persegue. Ela está numa reunião familiar, em meio à multidão, no vazio da nossa cama. Ela está dentro de nós.

Ela nos enlouquece de tal forma, que até quando ela não está, a procuramos. Por que a gente foge de dar amor para alguém que nos pede? Por que a gente não tem coragem de dizer que está apaixonado? Por que a gente acha que nossos pensamentos e opiniões são melhores que a dos outros?

Medo.

O medo traz a solidão. O medo de sofrer, de ser ridículo, de “pagar mico”, de se envolver, de tocar e ser tocado. O medo das ameaças da vida. E, quanto mais a gente foge do sofrimento, mais sofremos.

Ficar sozinho é necessário às vezes, nos refaz, nos centra, nos prepara para um novo momento. Mas essa solidão sentida, sofrida, como uma flecha no peito, é perigosa. Quantas mortes já não trouxe? Quantas doenças e péssimos estágios de sobrevida? Quantas mazelas para o mundo já bem cheio delas?

A solidão consola, a solidão vicia, a solidão mata. Como qualquer outro narcótico. E qual é a solução para a solidão?

O amor.

O único sentimento capaz de nos livrar desse grande mal. O único antídoto para todos os males. O desenvolvimento dele é um hábito.

Com o tempo, amamos naturalmente, e seremos rodeados de pessoas ou, pelo menos, de seus sentimentos de amor.

Jean Charlles

BLOGGER DESCONFIGURADO

Por problemas de configuração do Blogguer, o Blog do Jean Charlles estará sem atualizações até o problema ser solucionado. Att Jean Charlles