Passar os dias a se perguntar o que é bem ou mal, ou certo ou errado, ou qualquer outra demanda, sabendo que existem maneiras diversas de se observar um mesmo assunto, pode acabar levando o pensador a criar e se enroscar em teias de confusão, muita dor e inconformismo.
Neste mundo matrix em que vivemos não existe conceitos aceitos universalmente e nada é exatamente isso ou aquilo. Essa valoração é pessoal. A vida de cada indivíduo é baseada em seus conhecimentos, crenças e escolhas.
Pensando nisso, depois de muitas décadas de frustradas buscas de entendimento da vida e da morte, resolvi colocar limites em minhas terras cognitivas.
Eu, o ser conhecido como Jean Charlles, defini bem, pra mim, as coisas e limitei as minhas conjecturas.
O excesso de pensamento e a busca de um entendimento completo da vida só me trouxe muito sofrimento. Descobri que entender ou saber de tudo não é possível. Então escolhi o meu território de ação, coloquei as cercas e aqui vivo em paz e feliz.
Fiz isso de maneira consciente, mas todos fazem isso, mesmo inconscientemente. Ser alienado a determinados assuntos às vezes é uma boa estratégia para se preservar a vida e a saúde. Afinal, cada um sabe a carga que consegue carregar.
A minha filosofia também não passa de um limite estabelecido por mim, porque sei que a partir dali é só dor, sofrimento e elucubrações....
Mas louvo a existência de incansáveis filósofos, afinal, é por causa deles que a humanidade evolui...
Jean Charlles